Tempo de Leitura: 3 min

Eu sei, eu sei, post no penúltimo dia do Festival. Antes tarde que nunca, dizem por aí… Pra quem não tem ideia do que tô falando, amanhã é o último dia do maior festival de cinema da nossa cidade, o Festival do Rio.

Além do pavilhão no Cais do Porto, o festival conta com exibições em 18 salas espalhadas pela cidade, do esplendoroso Teatro Municipal ao Nova Brasília no Complexo do Alemão. O preço dos ingressos varia, mas a inteira não passa de R$22,oo nos filmes 3D e R$20,00 nos 2D – com exceção do Municipal, cuja inteira custa R$70,00 – com a opção de compra pelo site www.ingresso.com além de encontros, workshops, palestras e filmes gratuitos.

Apaixonada por cinema, resolvi fazer um experimento e assistir a filmes sem ler sinopse ou qualquer informação a respeito. Boa ou ruim, a surpresa é certeira e excelente pra quem anda precisando de uma chacoalhada do cotidiano. Nessa brincadeira, assisti ao filme Manglehorn, de David Gordon Green e tive uma experiência divertidíssima ao ver Al Pacino bem longe do seu lugar habitual, representando um velho decadente, gordo e estranho. Adorei! Mas além de quebrar minha visão do Scarface sem sua little friend, encontrei um filme simples, bonito e esperançoso, perfeito pra corações cansados de tanta mesmice. Recomendo.

Agora, o motivo principal de ter feito esse post, a maravilhosa sessão da 0h, ou melhor, das 23h59 de A Hard Day’s Night em versão restaurada no cinema do Lagoon, em frente à Lagoa. Celebrando seus 50 anos, o filme conta com a atuação cômica dos fab4, sempre debochados e, ainda assim, com uma ingenuidade incrível. Entre músicas memoráveis dos reis do iê iê iê, podemos ouvir a gritaria enlouquecedora das beatlemaníacas e a crítica sutil à  estupidez policial – quem não adora? Um filme pra te deixar com sorriso no rosto e música na cabeça. Afinal de contas, todos merecemos um descanso depois de trabalhar como cães…

A programação oficial:

beijocas!