Não pensou que chegaria a ver o dia em que o cérebro do Google se tornou capaz de criar arte? Esse dia chegou, e você de bobeira…

Provavelmente, você já ouviu falar do mundo das ideias de Platão, né? Aquele filósofo grego que criou a primeira instituição filosófica do mundo ocidental. Bom, ele acreditava que as coisas a que temos acesso pelos sentidos, os objetos que tocamos e sentimos, não passam de meras reproduções dos objetos ideais, que seriam acessíveis pelo pensamento e estariam, portanto, no mundo das ideias.

Pois, o Google provou a existência, ou melhor, criou o mundo das ideias. Quando a gente faz uma busca por imagens, por exemplo, o sistema de reconhecimento do buscador age como um sistema nervoso animal, em que os neurônios reconhecem padrões por camadas (desde as bordas até as imagens mais específicas) e os reproduz como uma imagem completa.

Deep Dream

Ao testar a capacidade de interpretação desse sistema, os pesquisadores perceberam que ele aprende e se desenvolve, sendo capaz de gerar imagens a partir de ruídos, ou seja, pedindo a ele por uma imagem de banana (abaixo) numa imagem neutra, ele a otimiza até encontrá-la em outras imagens. Lembra a gente procurando formas em nuvens, não é mesmo?

Essa capacidade de detectar e gerar imagens pela rede neural foi batizada de “Inceptionism” e, é claro, o Google a levou além, requisitando à máquina que usasse neurônios específicos de reconhecimento de imagem, captando e reproduzindo outros objetos a partir de um primeiro, o resultado é espantoso e belíssimo!

Essa capacidade de criação foi ampliada com a aplicação do algoritmo com zoom e repetição, formando espécies de sonhos. O “Deep Dream“, como foi chamado, permite a criação de verdadeiras obras de arte e seu código-fonte foi aberto (no link anterior você o encontra) para que nós possamos testar essa tecnologia incrível.

O passo além, obviamente, veio de usuários, que carregaram filmes e músicas na rede neural, gerando pesadelos assustadores. Interessantíssima foi a interação de diversos trechos de músicas do Rage Against the Machine com o quadro “O Grito” (1893) de Edvard Munch que está logo abaixo. Totalmente sinestésico e arrepiante! As camadas se alteram em consonância com os trechos, não deixem de assistir!

Ah! Pesquisem #deepdream nas redes sociais e deem uma olhada no que a galera está postando, alucinante a capacidade desse sistema neural. Esperemos que não vire a Skynet e acabe destruindo todos nós. De uma coisa a gente já sabe, o Google é fissurado por cachorros, os vê por toda a parte. (;

Rede neurais artificiais

Fontes: