A pólvora foi descoberta durante a Dinastia Han, no século I, na China. Como muitos inventos, ocorreu por acidente, enquanto os alquimistas buscavam o elixir da vida eterna, somente no século X ela começou a ser utilizada com propósitos militares. E hoje? Hoje ela faz ARTE!

O artista chinês Cai Guo Qiang [pronuncia-se Tsai Güo Tiang] é conhecido por seu trabalho com pólvora, uma das invenções mais perigosas e inovadoras de seu povo. O mais interessante é que, usualmente, ele demonstra boa parte de seu processo criativo ao público, demarcando cuidadosamente onde cada figura deve ficar, para depois colocar pólvora, cobrir bem e acender o pavil. É assustadoramente belo.

Cai Guo Qiang – CCBB Brasília – 2013

Ele critica o poder destrutivo da pólvora e enaltece a capacidade de construir algo artístico com essa ferramenta de destruição que tanto alterou o cenário mundial, em especial no último milênio.

Vhils – Rio de Janeiro – 2014

Outro artista que transforma explosões em arte é o português Alexandre Farto, ou, Vhils, como prefere ser chamado. Conhecido por seu trabalho com street art, passou da pintura de muros a explosões controladas, em suas palavras, tornando visível o invisível, e formando imagens com a própria “carne” da parede.

Ambos já estiveram no Brasil e deixaram por aqui seus traços. Enquanto Cai [Tsai]convidou o público a criar algumas formas para suas grandes obras explosivas nos CCBBs de Brasília e do Rio de Janeiro, Vhils explodiu algumas paredes no Museu de Arte do Rio (pode ser vista ao subir ao 6º andar do prédio), no Morro da Providência, com a comunidade indígena Araçaí, no Paraná, além de ter exposto na Caixa Cultural de Recife e espalhado essas lindezas pelas paredes do país (inclusive, do ladinho da minha casa… só alegria!). Belo jeito de fazer #arteportodaparte. A gente apoia e agradece esse tipo de intervenção. (:

 

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