As milhões de facetas de um artista.

 

David Bowie's Art Collection is as Eclectic as his Personas

É difícil achar artistas completos como David Bowie, inovador, questionador dos padrões e revolucionário. Ziggy Stardust, o alienígina que incorporou, finalmente, voltou à sua terra natal deixando a nossa, um pouco mais inteligente, colorida e livre.

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Disse ao New York Times, em 1988: ““Arte, com certeza, foi a única coisa que eu desejei ter na vida.” Além das referências de arte em suas músicas, como a George Braque (1882-1963) em “Unwashed and Slightly Dazed”.

Modelo do set desenhado para a turnê Diamond Dogs de Bowie. Foto: cortesia the Victoria & Albert Museum.

Sua coleção de arte prioriza artistas ingleses do século XX, sem grandes nomes, apesar de admitir possuir um Tintoretto (1519-1594) e um Rubens (1577-1640). Afinal, comprava arte que o tocasse, não por seu valor de mercado. Foi, ele mesmo, muso de tantos trabalhos.

Roxanne Lowit; David Bowie, Damien Hirst e Julian Schnabel (1994). Foto: Roxanne Lowit, cortesia Kaune, Sudendorg Gallery, Cologne

Como escreveu Camille Paglia em “Theater of Gender”, “A música não foi o primeiro ou, ainda, o principal meio por onde ele canalizou sua visão ao mundo: ele foi um iconoclasta e, também, um criador de imagem” (tradução livre). Infame assumido, ainda é lembrado pelas orgias que dava com sua primeira mulher, Angie Bowie, na Rua Oakley, em Londres.

 

Grande admirador de Heckel (1883-1970), Bowie prestou homenagem à obra Roquirol do artista na capa de seu álbum Heroes (acima). Sem contar a criação de suas personas que, à la Fernando Pessoa, tornavam cada aparição sua, uma nova aventura. De Egyptian God a Thin White Duke, passando por Goblin King e, claro, Ziggy Stardust. Adeus, Bowie! E muito obrigada!

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Referências: