Um dos maiores motivos da nossa viagem à Miami, Wynwood é uma área em recuperação, antes considerada perigosa, que vem sendo transformada em centro de galerias e espaços de arte e cultura, o Wynwood Art District.

Fomos tomados pela #arteportodaparte que tanto buscamos. São paredes com murais gigantescos, muitas cores, ideias, ideais e estilos. Vale a visita, especialmente se for durante a Art Basel Miami, cujos galpões repletos de arte são montados justamente ali..

Visitamos a cidade em agosto, o Art Basel, por sua vez, foi em dezembro, mas ouvimos a respeito e nos programamos pra curtir o famoso Second Saturday em Wynwood, ou seja, a cada segundo sábado do mês, as galerias ficam abertas durante a noite e ocorrem Walk Tours entre as 18h e as 22h. Boa parte dos tours contam com tacinhas de vinho ou copos de cerveja, pois começam nos bares.

Pra quem não tem muita paciência, dar uma volta por si já é bem interessante, não só pelos murais imensos, há pequenas intervenções pelo chão e pelas paredes à toda volta, a arte não tem lugar, ou melhor, todo lugar é dela. Além de shows, festas, boates badaladíssimas, festas com fones de ouvidos (você escolhe seu DJ) e, claro, restaurantes maravilhosos. Ah! A comida em Miami não deixa nem um pouco a desejar. Pode esquecer o hambúrguer, a comida latina está por toda a parte. [Como já dissemos, em Miami se fala espanhol.] E é uma delícia (o preço também, em comparação com o Brasil, é de chorar)!

Voltemos a Wynwood, pois há muita para se ver lá! Indicamos a Harold Golen Gallery, uma galeria com muitos objetos kitsch e uma estética bem contemporânea e colorida. Entre quadrinhos, toy art e muita delicadeza e sinceridade dos donos da galeria, compramos stickers reposicionáveis incríveis do Kawaii Universe Studio e algumas edições da belíssima revista Hi-Fructose.

Pra comer, a gente indica KUSH, uma cervejaria artesanal de primeira (recebe e compartilha conhecimentos cervejeiros) com comidinhas apetitosas, como espetos de jacaré (siiiiiim, especialidade dos pântanos de Miami) e um conceito que envolve Purvis Young, o abandono da vida corporativa, qualidade e, claro, pensamento na comunidade, sem contar com a política estrita contra mau gosto e furtos, como eles deixam claro na placa. Ah, nos sentimos em casa.

Curte um café? Se quiser um lugar descolado com preços um pouco acima da média, mas não muito (como todos em Wynwood), vá ao Panther, que é de uma brasileira e tem, em frente, uma linda e imensa árvore pra curtir uma sombrinha.

 

Se o seu lance é fotografar, legal é ir de dia, pois as luzes nos murais podem estourar um pouco os desenhos que, ainda assim, são lindíssimos de ver à noite. E não se preocupe, estão por toda a parte. Descolamos até um mapa dos grafites mais legais na nossa visita ao PAMM e percebemos o quanto seria legal transformar alguns espaços aqui no Rio da mesma forma que Wynwood está sendo transformado, gradativamente, com respeito aos moradores, melhorando e valorizando o bairro sem os expulsar e propiciando novas formas de trabalho relacionadas à arte e a cultura, em especial à arte de rua que já é tão presente. Beautiful!

Pra não afogar vocês de referências, vamos ficar por aqui e mostrar umas fotos, na próxima, falamos de Wynwood Walls. Beijos!