Obras de Frida Kahlo, Remedios Varo, Leonora Carrington, Alice Rahon, Rara Avis, Jacqueline Lamba e outras artistas nascidas ou radicadas no México serão expostas na Caixa Cultural do Rio a partir de sábado, 30 de janeiro.

Explorando a natureza disruptiva das artistas, em especial, Frida Kahlo, haverá exibição de filmes biográficos e, para evitar filas (ou criá-las), distribuição prévia de senhas. Não se assuste, a expectativa é de casa cheia com a atenção que o movimento surrealista e a artista vem ganhando nos últimos anos, especialmente, após o filme biográfico estadunidense de projeção internacional, em 2002.

fridakahlo

A exposição destaca as conexões, então, é legal perceber a linha curatorial que liga as artistas, como o uso recorrente de símbolos da cultura mexicana, femininos e de poder (caveiras, corações, vestidos, joias, adereços florais, bonecas, rendas e tecidos de chita, além da nudez e dos autorretratos), a mescla entre diferentes épocas, crenças e, claro, o uso de tudo isso para abordar a questão de identidade cultural, mas também de gênero. MoradorAs de países latinos, sabemos bem o quão difícil é encarar essa questão nos mais diversos âmbitos, da língua a oportunidades de trabalho, passando pelo cotidiano impregnado de estereótipos e machismos passados de geração em geração.

Com boa dose de expressionismo e fantasia, podemos esperar uma exposição muito sensível e profunda, dotada de misticismo e feminilidade, valorizando a intuição, universos oníricos misturados à realidade, que trazem à tona, a partir do uso de fortes elementos femininos, discussões a respeito do espaço e da presença da mulher na sociedade, seus dilemas, percepções, desafios e lutas cotidianas, sem contar suas autobiografias e constante reflexões (à la Clarice).

Uma exposição feita por mulheres sobre mulheres, para tod@s, até dia 27 de março.

 

 

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