Curso no Chile põe em cheque questões de feminismo e feminilidade questionando os conceitos de contos de fadas impostos para mulheres, enquanto no Brasil um coletivo carioca leva a discussão para dentro das escolas.

A questão, diz Yuri Bustamante, coordenador do Escritório de Proteção de Direitos da Infância do município de Iquiaque, no Chile, é empoderar as meninas e dar a elas ferramentas para que se ergam sozinhas e construam suas vidas sem esperar pelo tal príncipe encantado que dará sentido a suas vidas.

Além de debates e conversas, o Curso de Desprincesamento fornece aulas de defesa pessoal, canto e atividades manuais, tratando de cuidados pessoais, beleza, força e claro, a dor e a delícia de ser mulher, questionando os conceitos implicados em filmes da Disney e outras plataformas tipicamente machistas e tradicionais que estão presentes em praticamente todos os lares com crianças.

Aqui no Brasil, temos uma iniciativa parecida que foi criada depois da campanha virtual #MeuPrimeiroAssédio, que consistia em relatos de situações de assédio que aconteceram e acontecem cotidianamente com as meninas e mulheres. O coletivo feminista Empodere uma Flor busca empoderar meninas entre 12 e 15 anos (prioridade atual, mas não exclusiva) ao criar um espaço aberto de conversa, conhecimento e criatividade por meio de dinâmicas e atividades dentro das escolas do Rio de Janeiro.

Adriana Belcastro, uma das organizadoras do Empodere disse ao Sinestesia que a criação do grupo foi bem espontânea, quando uma de suas amigas conheceu o feminismo ‘tarde’ (NUNCA é tarde pra conhecer) e percebeu que durante sua infância e adolescência não tinha tido acesso àquelas informações (acho que boa parte de nós se identifica com isso) e o quão diferente as coisas teriam sido se ela tivesse esse conhecimento e questionamento mais cedo.

Assim, resolveu montar um grupo no facebook e foi chamado as amigues, que chamaram as amigues, até que a iniciativa, hoje, reúne mais de 500 seguidorxs e pretende visitar mais escolas pela cidade. Os temas vão se modificando pela necessidade e a vontade dos grupos que se formam, mas, costumam envolver menstruação, masturbação, DSTs, relacionamentos abusivos, competitividade feminina e diversos tipos de assédio e bullying relacionados a gênero e sexualidade.

Pois é, o levante feminista veio pra ficar, construir e desenvolver. A felicidade que isso dá é inexplicável, saber que, mesmo com toda a dificuldade, preconceito e violência que existe, as mulheres seguem firmes e fortes, conquistando seu espaço. #Feminismo #SomosTodasGeni