A Perestroika (queridíssima nossa) cedeu o espaço BLOCO na sua sede carioca para o evento PechaKucha (whaaaat?) Night na última sexta, dia 6, à noite. Entre jujubas compartilhadas, chopp maravilhoso e até rap improvisado, cabecinhas ferventes discutindo arte urbana, fabricação de cerveja e apropriação da rua rolou o encontro mais bombástico do ano (até agora).

O nome peculiar vem do japonês e significa burburinho. A ideia de uma noite de troca de pensamentos e ações inovadoras de um jeito informal surgiu em 2003 em Tóquio e já acontece em mais de 800 cidades mundo afora. Toda essa informalidade, contudo, não vem sem restrições, @s participantes têm 20 segundinhos pra cada um dos 20 slides que apresentam ao público, tendo como objetivo montar falas concisas sobre suas atividades e trajetórias (tarefa complexa em pouco mais de 6 minutos, pode ter certeza).

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Então, por que 6min40s? Os japoneses fizeram um estudo e perceberam que esse é o tempo em que nossos cérebros e seres conseguem prestar atenção e receber ideias sem distrações, pouco depois disso começamos a ficar desconfortáveis, distraídxs, mexendo no instagram, essas coisas… Legal foi ver a economia colaborativa e criativa imperando. Na entrada, um quadro com os custos da produção do evento e uma caixinha para doações espontâneas e emocionais. A organizadora, Luna Pizzato, nos disse que a maioria dos custos foi cedida, como fotógrafos, palestrantes e até mesmo o espaço, tudo feito na camaradagem, com objetivo de difundir boas ideias e trocar figurinhas.

 

Como o tema dessa edição foi (re)apropriação urbana, entre @s palestrantes tivemos o artista de rua TOZ falando sobre galerias à céu aberto, o coletivo Deixa Ela em Paz sobre a utilização dos muros para protestos e o coletivo Trama sobre suas intervenções no mobiliário urbano. Após um intervalo, a pesquisadora de tendência Carol Althaller discorreu sobre movimentos urbanos seguida de Yzadora Monteiro, do Rio Invisível, um um projeto lindo com pessoas que de fato habitam na rua e o produtor cultural Djoser Botelho botando a boca no trombone sobre as rimas que ela gera e a importância da Roda cultural de Botafogo na construção da identidade da cidade e no uso da rua pra isso.

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A organizadora do evento pertence à Coorte, um coletivo que busca alternativas de consumo mais conscientes e, claro espalhar boas ideias, estimulando a economia criativa local, abrindo espaço pra pequenos produtores e artistas ainda não reconhecidos. Elas também foram responsáveis pelo Dia das Boas Ações com a ONG Atados (entre muitos outros parceiros e voluntários) que rolou no Rio dia 2 de abril. Sim, todos têm algo a contribuir!

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Palestras velozes, algumas mais corridas, outras mais nervosas e outras bem no flow de um encontro casual, como foi o caso do grafiteiro Tomaz Viana, mais conhecido como TOZ, que desfilou uma série de suas Ninas, seus trabalhos em viagens, o grande mural do Hotel Marina Palace realizado no final de 2015 e sua intervenção linda doada para o BLOCO.

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Não poderíamos deixar de mencionar a cerveja artesanal D-E-L-I-C-I-O-S-A La Botica que forneceu na gratidão um copinho de seu chopp cremoso  pra cada um dos participantes logo no início do evento. Além da distribuição de lambe lambe da Licença Poética, do Deixa Ela em Paz e adesivos maravilhosos que desfilamos pela madrugada ao continuar o encontro na rua do Comuna, em Botafogo. Apropriação urbana foi a palavra certa!

 

Luna nos explicou, também, que para manter a licença pra produzir o encontro, é necessário produzir 4 por ano, assim, elas já estão pensando nos próximos, com o tema Novos Formatos de Educação e Alimentação do Amanhã. Estamos empolgadxs!

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