Segunda foi o lançamento do lab criativo no Oi Futuro Flamengo (que abriu no Eixo de Arte e Cultura da Maré no dia 14) e, claro, Sinestesia estava lá! As obras continuam sendo exibidas até dia 18, quarta-feira, então a gente conta um pouquinho…

Monday was the creative lab vernissage at Oi Futuro Flamengo and, of course, Sinestesia was there! The show happens until wednesday, so don’t miss it!

 

Pra começar, olha que lindo, mesmo sem um projeto nosso, o Sinestesia tá bem na capa. Piramoooos! É tão bom saber que tem mais gente pensando e buscando o que queremos. #Sinestesia por toda parte!

Contextualizando, as obras foram resultado de uma residência que aconteceu no fim do ano passado no Parque Lage (suspiros!). Artistas e acadêmicos brasileiros e ingleses – sim, uma belíssima parceria entre os dois países buscando estreitar laços e prolongar atividades coletivas na arte, cultura, educação e pesquisa – passaram uma temporada pensando colaborativamente para construir narrativas com inspiração na cidade do Rio, nas ausências e excessos, nas potências e deficiências da nossa bela e difícil cidade, em especial em tempos olímpicos.

Entre performances ao vivo, projeções imensas nos prédios, pequenas projeções em camisas, a maravilhosa Camerata Laranjeiras, áudios e vídeos sobre violência e a invisibilidade das pessoas, espelhos imantados e muita tecnologia, o evento bombou! O coquetel contou com biscoito Globo, pipoca e, claro, caipirrriiiinhaaaa.

As conversas flutuavam entre inglês e português e a luz vermelha te transportava para outro universo, um universo de questionamento, possibilidade e intervenção.

Ah, importante lembrar que o objetivo das obras é que ficassem INACABADAS, pois o intuito da boa arte contemporânea, como sabemos, é trazer o público para o papel de artista, influindo ativamente na obra.

 

Destaque para a obra BUILDING RIO de Kazz Morohashi que parece uma versão high tech do estêncil que tanto vemos pelas ruas que nos questiona sobre nossos sonhos, deixando um espaço em branco a ser completado.

A obra de Morohashi, contudo, é composta de “tijolinhos” espelhados com ímãs que, colocados na parede de ferro constroem um muro em que é possível ver o próprio reflexo, unindo vontade, perspectiva e pensamento. Só ir lá no Oi Futuro e deixar seus sonho de construir um Rio que seja…

O Projeto contou com a curadoria do brasileiro Batman Zavareze e do inglês-carioca Paul Heritage, bem humorado e falante de um português impecável, com produção do Festival Multiplicidade e do People’s Palace Projects em parceria com o Creativeworks London.

SERVIÇO

 

ENGLISH

To start, we have to say how amazing it is to have our main concept (even though we are not on the exhibit) Synesthesia right on the cover of the Catalogue, we went nuts! It’s so good to know there are more people searching and incentivating the mixture of senses.

Let’s get back to the creative lab! The artworks were result of a Parque Lage (uoooow! good news for the Brits, Parque Lage has been chosen to be the British House during the Olympic Games) residency that joined artists and academics both british and brazilian – yes, a beautiful partnership that intends to be long and proficuous – in 2015. The inspiration was, of course, our olympic city, Rio de Janeiro, all its absences and excesses, its power and deficiency, its contrasts.

There were live performances,  big building and small mobile projections, the beautiful sound of Camerata Laranjeiras, audio and videos on violence and the invisibility of certain parts of the population, magnetic mirrors and a lot of tech, with all that, we can say the night was a hit! The cocktail had biscoito Globo, popcorn and, the tourists’ favorite, caipirrrriiiiinha.

The talks floated between English and Portuguese and the red light transported us to another universe, a universe of questions, possibilities and intervention.

Oh, it is important to remind you that the works were all left UNFINISHED, so that the audience could have an active roll as maker of the art, influencing directly over it, as most good contemporary works usually do.

There was so much to describe, but I would like to talk specifically about BUILDING RIO by Kazz Morohashi, compound by little mirrored “bricks” that were placed over an iron wall where it was possible to see your own reflection, the artist said she wanted to invite everyone to build their own city while writing about their dreams.

The Project was curated by the brazilian Batman Zavareze and the british-carioca Paul Heritage, a man of great humor and impecable portuguese and produced by Festival Multiplicidade and  People’s Palace Projects with Creativeworks London.

 

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