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Carioca por escolha, um dos maiores artistas da contemporaneidade faleceu essa semana. Aqui está nossa homenagem a ele. Salve, Tunga!

Amigo do idealizador do Inhotim, Bernardo Paz, o artista pernambucano foi um dos primeiros a lhe apresentar arte contemporânea. Quem já visitou o maior museu a céu aberto do país, certamente já cruzou com alguma de suas obras e galerias espalhadas pelos mais de 20.000m² que ele possui.

Tratando de questões sensoriais, unindo materiais opostos e/ou complementares, ímas, ferros, madeira, líquidos, ar, redes, tranças, caveiras, nenhum assunto era fora da alçada de Tunga. Com contrapesos, relações paradoxais e antitéticas imperavam em suas obras.

“A insustentável leveza do ser” sempre foi meu pensamento predominante ao admirar suas obras, em que objetos pesadíssimos pareciam suspensos no ar por minúsculas linhas, bengalas, fios e redes. É difícil explicar o que só o olhar pode captar.

O homem se foi, o artista permanece, a obra continua. Sugiro a visita à Galeria Psicoativa Tunga na sua próxima visita ao Inhotim, é uma mescla de sensações que incomoda, perturba e, ao mesmo tempo, é visualmente belíssima.

Me foi dito que não era possível fotografar, então peguei algumas imagens de outras pessoas, pra ilustrar. Em vermelho, a Galeria True Rouge, as outras, da Psicoativa.

 

 

O velório acontece quarta-feira, dia 08 de junho, às 09h na capela 1 do Cemitério São João Batista, no Rio. O enterro é às 15h. #RIPTunga e Obrigada por tudo!