Claro que a gente vai falar da mais nova sensação do entretenimento, a série Stranger Things, traçando um paralelo entre ela e a cultura referencial típica do grande diretor norte-americano Quentin Tarantino.

Assim como os filmes do Tarantino, a trilha sonora é impecável! Então clica na imagem abaixo pra ouvi-la enquanto lê, afinal, nossa experiência é sinestésica…

Proto, agora vamos! Quem se dedica a estudos acadêmicos sabe bem que, pra se manter nessa área, deve-se replicar o que foi dito por pensadores estabelecidos para só depois da graduação, do mestrado e do doutorado completos, quem sabe, você possa explicitar suas ideias num pós doutorado…

Na vertente da cultura popular contemporânea, Quentin Tarantino pratica o uso de referências como ninguém, se embasando em antigos seriados de tevê americanos, filmes japoneses e muitas, muitas cenas de filmes do mundo todo feitos dos anos 40 aos anos 80.

De maneira ousada, inesperada e, claro, atualizada, ele encaixa cenas memoráveis (ou não) despretensiosamente nas entrelinhas de seus roteiros impecáveis. De certa forma, portanto, ele reescreve grandes clássicos com sua típica dose de bom humor e ultraviolência. Veja alguns exemplos.

Netflix, por sua vez, tem investido em novos talentos da sétima arte de maneira espantosa, gerando uma economia a parte e possibilitando mais acesso a conteúdo de qualidade para e pelo mundo. Diretor@s, atrizes, atores e equipes inteiras de audiovisual estão despontando graças à nossa maior companheira das noites.

Dito isso, vamos a Stranger Things, a melhor série lançada desde Breaking Bad (na minha opinião). São apenas 8 episódios com duração de aproximados 50 minutos, mas o frenesi, acredite, está em todos.

stranger
Imagina se passasse no SBT…

A abertura remete à entrada de Arquivo X, com música típica de mistério e coisas inexplicáveis, mas com a vontade de acreditar… Os episódios são nomeados no melhor estilo Tarantinesco, como eu gosto de chamar, que, na verdade, ele retirou dos filmes japoneses, em formato de capítulos, como a literatura utiliza há séculos.

39 pensamentos que todo mundo teve vendo "Stranger Things"

Os protagonistas, por sua vez, são crianças nerds, o que remete ao gênio Stephen Spielberg e, mais especificamente, à E.T., com inúmeras referências a esse filme, como você confirma no vídeo abaixo. A trama se passa nos anos 80, então não faltam falas referentes ao “recém-lançado” Star Wars (vide a foto de capa, o poster), já cultuado pelo público geek da época, aqueles figurinos que só esse período é capaz de gerar, um toque de terror que os estadunidenses amam, muita aventura, criação do herói, redenção e, até, romance adolescente.

As personagens são densas, muito bem escritas e você se identifica completamente com os dramas e dilemas que elas enfrentam, temas como o amor, a solidão, a letargia adulta, o medo, a rebeldia e a amizade são colocados à discussão de maneira bem natural. O roteiro é bem amarrado, os efeitos são excelentes e sem excessos, os sustos são contínuos, mas as risadas também. Durante o percurso você reconhece traços do sombrio Carrie de Stephen King, Alien, The Thing, Close Encounters, além de Goonies, Stand by Me, Explorers, O Iluminado Poltergeist, confere só!

Temos superpoderes, governo malévolo, monstros, bullys, Winona Ryder (siiim!), crianças fofas (e sinceras) e muito mais que possibilitam um grande espetáculo e momentos de empatia que tanto precisamos numa sociedade estagnada pela preguiça e pelo comodismo.

Ah, a criação é dos Duffer Brothers, o que também remete a grandes duplas de diretores como as irmãs Wachowski (isso mesmo, irmãs, as duas se declararam transgêneras ainda esse ano) da trilogia Matrix e os irmãos Coen da comédia de erros Fargo.

Então, a gente faz um apelo pra você assistir e voltar aqui pra comentar. Vale a pena! Enquanto assiste, dá uma olhada nesses pensamentos do Buzzfeed com que, com certeza, você vai se identificar. Clica!

Um viva à nostalgia! Uma crítica interessante e bem aprofundada, você encontra aqui. Um grande beijo!

Sinestesie-se!