cura, s.f. do latim, ‘zelo’, ‘atenção’, ‘cuidado’, ‘diligência’.

Além de seu usual caráter médico, pode ser usado em contextos espirituais, religiosos e, claro, artísticos. Esse último que pode, ainda, ser uma miscelânea de todos os outros, é o que nos importa aqui.

No século XIX, surge a figura guardiã, zelosa, que cuida das obras, estudando-as e formando linhas de pensamento, pensando na historicidade e preenchendo as lacunas dos acervos dos museus, @ curador@ institucional.

Com o início das exposições de curta duração, a expansão das multilinguagens da arte moderna e contemporânea, em especial, no que diz respeito à experimentação e ao estreitamento das relações entre artistas e curadorxs (mais que às obras, propriamente), o papel dessxs se modificou, perdendo seu caráter institucional, surge @ curador@ independente.

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“Siegelaub afirma que seu trabalho com os artistas era uma relação colaborativa, posição ainda acatada por muitos curadores contemporâneos. De 1964 a 1966, manteve um espaço chamado Seth Siegelaub Contemporary Art, no qual realizou mostras que rompiam com a relação tradicional entre obra de arte e espaço expositivo, assim como também entre arte e curadoria, uma vez que o curador lidava diretamente com os artistas e suas ideias.”¹

Além disso, a arte demanda níveis de abstração e encontro com a subjetividade cada vez maiores, assim, @ curador@ aparece como mediador@ entre artista, obra e público, numa mistura de crític@, mediador@, educador@ e proponente de ações artísticas.

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Curador@s, portanto, contextualizam, sugerem, enaltecem e constroem relações, ressignificando, alinhando e propondo a partir de cortes simbólicos e cheios de significado e pensamento das obras para gestar a exposição.

São verdadeir@s contadores de histórias, construtores de narrativas. Num mundo de tantas informações, nos ajudam a selecionar caminhos de pesquisa e conhecimento, sugerindo passeios repletos de conteúdo, contemplação e formação de senso crítico. Pra entender ainda melhor, vale assistir ao vídeo (TED, claro) abaixo de uma palestra deliciosa de Thomas P. Campbell sobre as narrativas criadas em galerias.

E aí, o que achou? Fala com a gente sobre suas experiências em museus e galerias de arte. Você já reparou no trabalho de curadores nos espaços que você frequenta?