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Você é puro; ou já foi assimilado? Você torce por Frank Underwood em ‘House of Cards’? Acredita em um limite de canalhice perdoável? Por exemplo, uma pequena contramão (por estrita necessidade) ou repassar o seu vale transporte para a sua empregada. Usar “rapidamente” a vaga de deficiente. Isso seria aceitável em face de roubar dinheiro público ou matar (e matar em uma guerra: Pode?). Eu me declaro pecador, mas também sou “Fora Temer!” Claro. 

Por que existem monstros com os quais nos identificamos? Falo do casal Underwood. Será porque eles derrubam a quarta parede e nos dão atenção? Não é só isso, né?! Que série magnífica! A atuação do elenco; a fotografia, o roteiro, a direção, aqueles ganchos que nos viciam, a política de emboscadas impossível de prever, a certeza da maldade inteligente ao usar e descartar sem dó os personagens coadjuvantes (ou seriam “subalternos”?), o planejamento prévio dos atos nem um pouco morais, a ausência de culpa. Quase deuses. ‘House of cards’ não copia a realidade política do mundo, ela nos oferece um universo paralelo das relações humanas com o fim de alcançar o poder somente pelo prazer do poder.

A quinta temporada só me deu alegrias. Algo fora da mediocridade. Com relação ao meu mundo: Votar ou anular. Essa é a minha questão daqui pra frente.

  • House Of Cards – (2013 a 2017) – Netflix