A Sinestesia, em 2017, habitou a Goma, espaço de convivência entre diversas empresas que buscam formas de trabalhar mais horizontais que incentivam a autonomia e auto responsabilidade. Nossa, aprendemos muito nesse ecossistema mais fluido e dinâmico! E em 2018, nos mudamos para a Casa de Estudos Urbanos, lugar de pensamento, estudo e intervenção sobre a cidade e as pessoas que nela habitam.

Desde que nos formalizamos como PJ, há 2 anos, traçamos um caminho em busca do fazer coletivo, de co-criações, respeito a lugar de fala e incentivo ao pensamento crítico, acima de tudo.

Já criamos imersões artísticas e empresariais, já fizemos curadoria de exposição, ativações arte educativas, encontros, shows, bazares, performances, eventos e proporcionamos conexões entre espaços e pessoas que queriam ocupá-los.

Sempre que nos perguntam o que é a Sinestesia, temos tanto a falar que fica difícil definir numa coisa só, ela é sinestésica e mutante, mesmo. Ultimamente, nossa meta tem sido expandir fachadas com cultura e arte e encontrar aquele espaço ‘entre’ em que a casa vira rua e a rua vira casa, permitindo as trocas e percepções sobre essas diferenças, potencializando as mudanças que queremos ver no mundo e o respeito às diversidades, que nos fortalecem.

Não tentamos transformar as pessoas, e sim, inspirá-las a serem o que elas podem e querem ser. A Sinestesia é uma potencializadora de movimentos, uma conectora e fomentadora de projetos e iniciativas culturais e artísticas da cidade.

Por isso, mesclamos os meios e utilizamos a mídia digital, retirando-a de seu lugar marketeiro usual, divulgando ideais e propostas em que realmente acreditamos e sabemos da veracidade e da validade.

Nesse percurso, conhecemos algumas pessoas e empresas cuja ação se distanciava muito do discurso, no começo foi muito doloroso, muito difícil separar o joio do trigo e saber com quem a gente podia, realmente, dar as mãos e seguir. Mas, com o tempo, vamos aprendendo e ficando mais perceptivas em relação a isso.

Hoje, pertencemos a um espaço maravilhoso localizado na Glória, bem próximo ao Centro do Rio, com disparidades sociais e econômicas enormes bem à sua porta, mas, repleto de pessoas que se desdobram para estabelecer essa conversa sincera com a rua.

Encontramos empresas que realmente praticam o que pregam, que promovem projetos sociais e culturais e produzem ativações com os espaços públicos, construindo pontes e comunicando-se com as pessoas do entorno com o afeto que elas merecem.

Aprendemos que os processos colaborativos são sempre mais demorados e complexos, mas dão frutos mais duradouros, justamente por esse longo percurso em conjunto. Estamos, a cada dia, mapeando e entendendo melhor esses processos para poder replicá-los e transmiti-los às novas gerações de empreendedoras que se preocupam também em construir uma realidade melhor.

É importante que fique claro, nossa meta não é vender produtos e serviços, mas possibilitar um futuro mais criativo, inteligente, digno e circular para as futuras gerações. E eu digo isso sobre todas as empresas que se formam e estabelecem no mercado hoje, esse deve ser nosso papel.

Nosso sistema se saturou de ultra consumo, nossos oceanos estão cheios de plásticos, nossos animais estão morrendo, nossa comida está sendo envenenada e nossos políticos não nos representam. É hora de reavaliar a realidade e partir pra mudança, aos poucos e juntos, conseguiremos criar o mundo em que queremos viver.

Aproveito para indicar iniciativas honestas que você pode seguir pelo instagram: