ARTE POR TODA PARTE

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Inquietxs e instigadxs pelo poder de transformação da arte, criamos essa ferramenta de divulgação e referência de centros culturais, museus, atividades artísticas, programas educativos, feiras, encontros e afins. Cariocas e apaixonadxs pela cidade, enfatizamos as atividades daqui, mas, amamos e encorajamos viagens, fortalecedoras de caráter, questionadoras e estimulantes. Reconhecemos a importância de saber o que ocorre nas mais diversas cenas de arte contemporânea, tão plurais. O encontro, o choque e a união de povos, culturas, pensamentos e visões são importantíssimos para a ampliação da percepção artística, o conflito é potencializador de aptidões e pode produzir muito, desde que medido, claro.

bhering caminhoPropomos uma visão subjetiva para pensarmos a cidade que queremos. Entendemos que a percepção e a crítica são apenas os primeiros passos para a mudança, mas, temos certeza que ela virá, acompanhada de muita tolerância, respeito e vontade de aprender e evoluir. Procuramos, ainda, repensar a palavra “passeio” e dar a ela sua devida importância.

Uma das consequências da Revolução Industrial no século XIX foi a angústia e a busca pelo sentido da existência. Nessa era de mecanização e massificação intensas, o trabalho era partido e a maioria dos funcionários das fábricas sequer via o produto final de suas demandantes horas diárias de trabalho cansativo e repetitivo. O cenário cinza, em especial, da Paris dessa época, criou a figura do flâneur, descrito pelo escritor Charles Baudelaire, como um homem que passeava (do verbo flâner, em francês, perambular, zanzar, passear) pela cidade e encontrava sua segurança, seu refúgio, nela, que por ser de todos, era também sua, seu lar para experimentar e sentir.

A contemporaneidade e a crescente violência nos fazem pensar o contrário, que a rua é lugar de ninguém, que devemos encontrar refúgio na segurança de nossos lares, abandonando nossa liberdade em prol de uma sensação de segurança. A angústia do século XIX ainda separking encontra presente em cada um de nós e faz
questionarmos nosso espaço na sociedade, nosso lugar de pertencimento. Assim, buscamos reavivar a figura do flâneur, do “passeador” que buscava descrever, sentir e ser acolhido pela cidade como cidadão pertencente e potente em melhorá-la e torná-la lugar de convivência, pensamento e criação.

A rua é de todos nós, igualmente, e é nosso dever torná-la um espaço mais seguro e acolhedor, potencializador de crescimento e construção, beleza e interesse. Juntxs, fazemos melhor. Bora?

Vamos?